sábado, 14 de janeiro de 2012

"Sal da Terra & Luz do Mundo" por Ferreira Jorae

“Filho! Estou contando a sua história, não a dela. A cada um conto a história que lhe pertence.”
(Aslam em ‘O cavalo e seu menino’ em Crônicas de Nárnia – vol. III)


Luz, Câmera e Ação

          Cada um tem a sua história e querendo ou não vivemos nossas histórias entrelaçadamente. Pensando nisso podemos nos deter em algumas considerações.       Temos prestado atenção no desenrolar de nossa própria história ou temos nos preocupado mais com a história dos outros.? ...somos feitos espetáculo ao mundo, aos anjos e aos homens.” (I Co 4: 9b) Na nossa história há vários participantes e não são só humanos, pois não nos detemos nas questões espirituais. Lembro-me da história de Jó em que o mesmo não estava ciente da suposta ‘aposta’ feita entre Deus e Satanás. Fora isso, ainda temos citado na Palavra a respeito de principados e potestades. Em suma, muita coisa está em jogo na nossa história muito mais do que estamos cientes.
          Outra questão relevante: somos o protagonista de nossa própria história ou participamos como coadjuvante? Muitas vezes queremos delegar a responsabilidade de nossa própria história aos outros, e eu incluo Deus nesses outros. Precisamos parar de questionar ‘porque Deus?’, ‘porque o Senhor não intervém’ e passarmos a decidirmos sobre o rumo de nossa história mesmo sabendo que o Senhor não está alheio a ela. Contudo devemos ser protagonista.
          Como temos atuado como coadjuvante nas histórias de nossos próximos? Temos roubado a cena? Temos que respeitar a história dos outros. Alguns querem se passar por sábios e mestres se baseando em suas próprias histórias para se intrometer na história alheia. Conheço pessoas que querem ser o protagonista das histórias de todos ao seu redor em detrimento de sua própria história.
          Muitas vezes na história do outro somos apenas figurantes. Não interagimos com o protagonista da história, mas isso não quer dizer que nossa presença não é importante. Temos que nos resguardar do desejo inerente do ser humano de querer chamar a atenção, de ser reconhecido. Também temos que estar cientes que não podemos ‘abarcar o mundo com as pernas’, não podemos intervir diretamente em todas as histórias. Contudo podemos intervir indiretamente em todas através da oração e intercessão.
          Enfim temos que ter o cuidado para não atuarmos como antagonista na história do outro. Porque só existe um antagonista em comum a todas as histórias, mas que na maioria das vezes atua indiretamente através daqueles que não vigiam suas próprias ações. ...não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.” (Ef 6: 12)“...eu assim corro, não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar. Antes, Subjugo o meu corpo e o reduzo á servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado.” (I Co 9: 26-27)
            “...para Sartre, não faz sentido perguntar pelo sentido da vida em geral. Em outras palavras, estamos condenados à improvisação. Somos como atores que são colocados num palco sem termos decorado um papel, sem um roteiro definido e sem um “ponto” para nos sussurrar ao ouvido o que devemos dizer ou fazer. Nós mesmos temos de decidir como queremos viver.” (extraído do livro ‘O mundo de Sofia’)

ferreirajorae@gmail.com
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